domingo, 14 de fevereiro de 2010

convite à estranheza

Convido a estranheza.

Pago o preço da viagem

Percorro com ela os locais familiares.

Tomo um café com a estranheza no meu café habitual

Levo-a a casa, abro-lhe a porta e dou-lhe a dianteira.

Mostro-lhe todas as divisões e permaneço com ela por alguns momentos em cada lugar,

dedicando-me aos meus afazeres sob o seu olhar atento.

Levo a estranheza para a cama e deixo que me envolva o corpo,

que me desvende, que nos desvende, que nos recrie.

Depois de uma Noite com a estranheza é preciso que ela parta, que eu parta.

É preciso que acorde só para o novo dia.

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