domingo, 12 de julho de 2009

...e há sempre algo de novo debaixo do céu...

Tinha a sensação nítida de que o tempo parava bruscamente enquanto algo em mim arquivava aquela expressão/instante que de certo modo falhava em relação ao conjunto.
Depois o tempo prosseguia, sem ter em conta esse frame estrangeiro.
Creio que é de noite que algo em mim transporta essas imagens-falha para o atelier daquele que em mim esculpe os outros, as situações, e que reajusta as esculturas em função do novo facto, da falha. Assim, no outro dia, há uma nova imagem. E creio que este mecanismo pode ser dito de tudo, pelo que cada dia é sempre, efectivamente, um novo dia.

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