"Pensava, depois, que cada criatura humana entra, sem o saber, nos sonhos amorosos dos que com ela se cruzam ou a rodeiam, e que mau grado, por um lado, a obscuridade ou a penúria, a idade ou a fealdade daquele que deseja e, por outro, a timidez ou o pudor do objecto cobiçado, ou o facto dos seus próprios desejos se endereçarem talvez a outrem, cada um de nós se encontra, deste modo, aberto e entregue a todos."
Marguerite Yourcenar, in Como a Água que Corre - Um Homem Obscuro
Sem comentários:
Enviar um comentário