Sei que todos os pensamentos que abrigamos só crescem porque os alimentamos;
Que te construo na exacta proporção do meu desejo – de ti(?);
Que me esgoto no acto lento e dilatado de te inventar.
Se estás presente – em gestos ou palavras, em sorriso ou alheamento – a maquinaria da minha imaginação bebe da tua presença toda a matéria subtil com que te moldo;
Se estás longe – em ausência, em silêncio – são Mnemósine e Eros que tomam as rédeas da imaginação;
gregos, amam o Enigma;
E quando o longe se dilata no Tempo, desespero por ver o espaço do Enigma sobrepor-se ao espaço do Mistério.
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