sábado, 26 de junho de 2010

momentos fragmentados

...e quando os rostos em seu redor explodiam em traços exagerados e as palavras eram ecos sem sentido;
quando o mundo inteiro se transformava numa massa quase-informe, numa caricatura ameaçadora;
apertava a pequena pedra polida que levava no bolso, repleta de Memória, a que chamava solidão.


...permaneceu na gruta uma Noite e um Dia. Caminhou pela escarpa íngreme que levava a lugar nenhum; já a meio caminho de lugar nenhum, sentou-se. E sem perceber se era Dia, ou Noite, adormeceu.


...acordou perdida e procurou-se nas páginas de um livro. Presa ao momento, incapaz de seguir qualquer continuidade, buscava apenas nas palavras, uma que a salvasse.