
Mais uma vez me visitaste.
Senti a tua aura, ao largo e depois caí no frenesim da tua presença.
Tentei mais uma vez ver-te o rosto,
olhar-te nos olhos e interrogar-te.
“Porquê? Porquê?”,
gritei num transe convulso enquanto me tocavas a tua música impossível.
Sais por momentos, talvez para recuperar o fôlego.
E voltas, voltas sempre com a tua flauta demolidora.
Sei que gostas de contradições e extremos.
De impasses.
Passeias entre os paroxismos do desejo e do medo.
O que te atrai em mim, Pan?
Em que florestas me encontras?
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