
Creio que a melhor crítica que se pode fazer a uma obra, seja ela de que natureza for, não é de todo uma “apreciação”, mas sim, dar uma resposta.
A apreciação é coagida por vários factores (entre os quais a linguagem gasta, os lugares comuns). É uma re-acção.
Uma resposta, pelo contrário, constitui uma acção. Ela implica no seu processo o ser todo inteiro de quem a produz, ultrapassando assim o universo restrito daquilo que deve ser dito numa apreciação. Ela ultrapassa os limites convencionais da “área” em que a obra se insere, a sua linguagem técnica – a horizontalidade do conhecimento (sem dúvida importante).
Uma resposta (quando o é) é dada pelo ser todo inteiro, a partir da sua individualidade (sempre mutável), do seu carácter e temperamento únicos, e constitui-se através de uma verticalidade autêntica. A verticalidade profunda resultante da polaridade entre os seus Abismos e o seu Céu. E neste tipo de comprometimento, é também a sua individualidade que está em jogo, inscrevendo-se na resposta e deixando que a obra inscreva nela os seus movimentos para a ampliar.
A forma da resposta é irrelevante. Uma resposta a um quadro pode ser outro quadro, uma poesia, uma música. Algo onde possamos ver, nós próprios neste comprometimento, como aquela obra tocou aquela pessoa, que dimensões de si despertou, o que lhe suscitou; que cordas de si fez vibrar.
E talvez o mesmo possa ser dito de uma pessoa.
A apreciação é coagida por vários factores (entre os quais a linguagem gasta, os lugares comuns). É uma re-acção.
Uma resposta, pelo contrário, constitui uma acção. Ela implica no seu processo o ser todo inteiro de quem a produz, ultrapassando assim o universo restrito daquilo que deve ser dito numa apreciação. Ela ultrapassa os limites convencionais da “área” em que a obra se insere, a sua linguagem técnica – a horizontalidade do conhecimento (sem dúvida importante).
Uma resposta (quando o é) é dada pelo ser todo inteiro, a partir da sua individualidade (sempre mutável), do seu carácter e temperamento únicos, e constitui-se através de uma verticalidade autêntica. A verticalidade profunda resultante da polaridade entre os seus Abismos e o seu Céu. E neste tipo de comprometimento, é também a sua individualidade que está em jogo, inscrevendo-se na resposta e deixando que a obra inscreva nela os seus movimentos para a ampliar.
A forma da resposta é irrelevante. Uma resposta a um quadro pode ser outro quadro, uma poesia, uma música. Algo onde possamos ver, nós próprios neste comprometimento, como aquela obra tocou aquela pessoa, que dimensões de si despertou, o que lhe suscitou; que cordas de si fez vibrar.
E talvez o mesmo possa ser dito de uma pessoa.
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